TENHO UM MIOMA – E AGORA?

O que é mioma?

Mioma uterino é um tumor benigno (ou seja, não é câncer) formado por células musculares do útero que se multiplicam. É o tumor benigno mais frequente do útero e da pelve feminina em mulheres, com frequência entre 20 e 50% acima dos 35 anos.

O mioma é mais comum em mulheres com histórico de miomas na família, negras, obesas ou que nunca engravidaram. Fatores que protegem contra miomas são: várias gestações e uso de pílulas anticoncepcionais por cinco anos ou mais.

Quais são os sintomas?

Metade da mulheres que tem mioma não apresentam nenhum sintoma. Quando há alguma alteração, ela depende do tamanho, da localização e do número de miomas. Miomas localizados do lado de fora do útero podem ser grandes e não causarem nenhum problema. Já os miomas localizados na região mais interna do útero, podem causa sangramento, mesmo com tamanho pequeno. Cólicas e dor durante a relação sexual também podem estar relacionadas aos miomas.

O sangramento uterino anormal é a principal alteração, presente em 80% dos casos sintomáticos. Quando o sangramento é muito abundante, pode ocorrer anemia.

Quando o útero aumenta muito de tamanho, podem aparecer sintomas relacionados à compressão do trato urinário, como dor ou aumento da frequência para urinar.

 

Como é feito o diagnóstico?

A história da paciente e o exame físico são fundamentais. A ultrassonografia confirma a presença dos miomas. Em alguns casos, outros exames, como a ressonância magnética, podem ser solicitados.

O mioma pode não ser a causa do aumento da menstruação.  Outras causas frequentes de sangramento são problemas na tireoide e o climatério, por exemplo.

 

Qual o tratamento?

O tipo de tratamento depende da idade, sintomas, exames, tamanho do útero, doenças associadas e desejo de ter filhos. Em geral, as pacientes que necessitam de algum tratamento específico são as que apresentam sintomas. A simples presença do mioma, sem nenhum sintoma, não é indicação de tratamento.

Há várias opções para o tratamento clínico. Medicamentos contra dor e sangramento, tratamentos hormonais e o uso do dispositivo intrauterino com levonorgestrel são algumas opções, dependendo do caso. Atualmente, os tratamentos clínicos apresentam ótimos resultados.

A cirurgia é reservada a casos nos quais não houve melhora com os tratamentos clínicos, quando o volume uterino muito aumentado causa comprometimento de órgãos vizinhos ou quando o mioma é causa de infertilidade. Vale ressaltar que a infertilidade associada aos miomas é pouco frequente e que a maioria das mulheres com miomas têm gestações e partos sem intercorrências.

 

Assim, ter um mioma não significa obrigatoriamente cirurgia. Se necessário tratamento, há várias opções, de acordo com cada mulher e a cirurgia está indicada apenas em alguns casos.

 

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